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Documento de tarifaço de Trump cita 25 de Março como um ‘grande mercado de falsificação’

O presidente Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira (2), tarifa de 10% para norte-americanos que quiserem importar produtos do Brasil. Em um relatório, o governo americano reclamou da falsificação de produtos e citou a rua 25 de Março como um ‘grande mercado de falsificação’.

A indústria do aço e do alumínio, por exemplo, já havia sido avisada da sobretaxa de 25%. O economista Samuel Pessoa explicou que os impactos não serão tão significativos para a economia brasileira como um todo.

“A economia brasileira é muito fechada. Nós pagamos um preço caro por isso. Exatamente porque somos fechados, somos muito vulneráveis”, explicou o economista Samuel Pessoa.

A procura por aviões da Embraer, por exemplo, pode diminuir com a tarifa de 0 para 10%, mas o Brasil também pode agir.

“É um setor que a gente tem condições de se defender, porque nós importamos muito aviões da Boeing e nós cobramos tarifa zero. Então, se ele colocar a tarifa nas exportações da Embraer para gente, a gente tributa Boeing. E aí tudo bem, a gente compra o avião europeu”.

Já era previsto que produtos brasileiros fossem taxados. Um relatório norte-americano divulgado na segunda-feira citou o Brasil em seis das quase 400 páginas, e destacou a falta de previsibilidade em relação às taxas brasileiras.

EUA criticam 25 de Março
O maior centro de comércio popular de São Paulo, a Rua 25 de Março, foi citado em um relatório do governo americano. Entre dezenas de críticas a barreiras comerciais, os Estados Unidos reclamam do prejuízo com a pirataria de produtos e apontaram a 25 de Março como ‘um grande mercado de falsificação’.

Além da questão econômica, medidas protecionistas, como a de Trump, também podem estremecer relações bilaterais. Para este professor de Relações Internacionais, apesar da medida extrema, deve prevalecer a diplomacia entre Brasil e EUA.

Vender menos para os Estados Unidos pode estimular a alta do dólar no Brasil. Em compensação, toda essa turbulência pode valorizar as commodities, e o Brasil pode sair ganhando vendendo mais grãos para a China.

“De um lado, buscar novas oportunidades e parceiros, porque se as portas se fecharem no Brasil, também se fecharão para outros países. Temos novas janelas de oportunidades”, disse o professor de relações internacionais Sidney Leite.

 

Fonte: Band.
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